Como melhorar a pronúncia do inglês estudando sozinho?

Como melhorar a pronúncia do inglês estudando sozinho?

Aprender Inglês

Hello folks! How are you today?

Muitos alunos sempre me perguntam como podem melhorar a pronúncia do inglês e dizem que acham muito difícil perceber a diferença em certos sons que são muito parecidos. Em certos momentos é difícil até dizer se o som é um “t” ou um “s” ou um “v”. E agora?

como melhorar a pronúncia do inglês

O fato é que: não há a menor necessidade de ter uma pronúncia do inglês igual à dos nativos do idioma, seja de que região for. Porém é preciso tomar cuidado para não pronunciar errado de forma que se crie um mal entendido – e esse problema é mais comum do que parece.

Ou seja: alguns sons é preciso sim pronunciar de forma correta, senão você fica igual ao cara italiano que foi pra Malta. Não sabe o que é? Veja no vídeo abaixo: (atenção: linguagem forte!)

 

Se você faz curso de inglês ou tem um professor particular fica mais fácil aprender e praticar a pronúncia correta, mas como fazer isso estudando sozinho?

Mas é claro que o blog do GE chegou pra salvar o dia e te ajudar com essa quest!

5 dicas pra melhorar a pronúncia do inglês

#1 – Aprender o símbolos fonéticos

Como melhorar a pronúncia do inglês

Sabe quando pra você a pronúncia de duas palavras diferentes soa exatamente igual? Só ouvi-las sendo pronunciadas não é suficiente pra perceber sozinho essas pequenas nuances da língua. É pra resolver esse problema que é importante aprender os símbolos fonéticos. Esses símbolos representam os sons de uma forma visual e bem clara, fácil de perceber depois que você já os aprendeu.

E a melhor parte é: praticamente todos os dicionários (impressos e online) que você utilizar terão os símbolos fonéticos. Não se engane: a única forma de ser realmente independente com pronúncia é aprender os símbolos oficiais. Fuja de muletas como símbolos aportuguesados (normalmente criados por professores ou escolas) porque você não vai encontrá-los em nenhum outro lugar e vai acabar dependente de quem te passou esses símbolos não oficiais.

Ok, mas como vou aprender esses símbolos? Simples.

a) Há sites na internet feitos pra isso. Um deles é o BBC Learning English que tem uma seção dedicada à pronúncia e ensina TODOS os símbolos um por um, com exemplos e ainda explica como movimentar a boca/língua pra se conseguir reproduzir os sons.

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b) Outra recomendação é o aplicativo Sounds feito pela Macmillan em parceria com o Papa da pronúncia do inglês Adrian Underhill. O aplicativo é gratuito e disponível tanto pra iOS quanto Android.

Como melhorar a pronúncia do inglês

O aplicativo traz o quadro fonético americano e o britânico – você pode escolher. Ao clicar em qualquer símbolo é possível ouvir a pronúncia. Além disso, ele traz atividades para você praticar.

Como melhorar a pronúncia do inglês

c) Terceira recomendação é o canal no Youtube Rachel’s English. O canal dela é totalmente focado em pronúncia – nesse caso é sotaque americano. Rachel traz muitas explicações que caso você seja iniciante (em torno do nível A1 do CEFR) pode ser difícil de entender. Porém não é necessário entender o vídeo todo, a Rachel sempre dá ênfase por escrito nas partes que são mais importantes. Ah! A Rachel usa os mesmos símbolos que já falamos aqui.

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d) Viu uma palavra e não sabe como ela é pronunciada? Dicionários online como o Cambridge e o Oxford costumam trazer áudios das palavras pesquisadas e pasmem: os símbolos fonéticos! Eu costumo utilizar mais o Cambridge, que inclusive tem um aplicativo gratuito pra celular.

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#2 Conhecer todos os aspectos da pronúncia do inglês

Não é apenas uma questão de sons isolados. Em termos de pronúncia é preciso aprender:

  • Os sons (símbolos fonéticos);
  • Stress (sílabas tônicas e palavras pronunciadas com ênfase – word stress e sentence stress);
  • Intonation (intonação);
  • Connected Speech (sons que se juntam ou se modificam na hora de falar frases completas);

#3 Praticar!

E como se não houvesse amanhã. Pronúncia é uma coisa mecânica, não tem muito segredo. No entanto, não espere virar o mestre Jedi dos sotaques em poucos dias. Há sons que eu mesma levei anos pra conseguir reproduzir. Uma boa dica é gravar a si mesmo repetindo as palavras e comparar com o áudio original.

Todos os meus alunos de inglês relataram que a pronúncia deles melhorou muito depois que eu os ensinei com os símbolos fonéticos. Alguns inclusive disseram que nunca tinham visto pronúncia sendo ensinada (mesmo em outros cursos) e que estavam gostando muito de ver a diferença e de entender melhor como os sons do inglês funcionam.

Gostaria de aprender mais sobre pronúncia? Mande a sua sugestão de vídeo para o nosso canal do Youtube! Quem sabe podemos gravar um vídeo a respeito!

See you very soon!

Stay geek!

Aprender inglês: mitos e verdades

Aprender inglês: mitos e verdades

Aprender Inglês

Aprender inglês não é tão complicado quanto parece, mas qual o melhor caminho a trilhar para quem quer aprender?

Se você já teve dúvidas sobre que curso fazer e já ouviu várias contradições com relação a aprender inglês, continue lendo; é sobre isso que iremos falar nesse artigo.

Aprender inglês: mitos e verdades

#1 – É possível aprender inglês sozinho?

Sim, é possível. Porém é preciso tomar cuidado. Está cada vez mais comum vermos relatos de pessoas que aprenderam sozinhas, seja estudando pela internet, viajando ou através de filmes e séries. Isso de fato acontece, no entanto, para se aprender sozinho, inevitavelmente, é preciso ter um perfil autodidata. Se esse não for o seu perfil, então você precisará de instrução formal, ou seja, fazer um curso. Essa instrução pode ser tanto em aulas em grupo em um escola ou com um professor particular.

#2 – Quanto tempo é preciso pra aprender?

Não há um tempo certo. O período pra aprender vai depender de uma série de fatores: perfil do aluno, método aplicado, dedicação, entre outros. Há pessoas que aprendem em menos tempo e outras que precisam de mais tempo. Há pessoas que aprendem em determinado método, mas esse mesmo método pode não funcionar com outra. A verdade é que não existe receita de bolo única pra ensino e aprendizado de idiomas. Isso também não quer dizer que quem precise de mais tempo, ou de determinado método, tenha algum problema ou dificuldade de aprendizado. É apenas uma questão de perfil mesmo.

#3 – É preciso viajar?

Não. É perfeitamente possível adquirir fluência em inglês sem a necessidade de morar fora ou de fazer um intercâmbio. É claro que viajar para o exterior e mais ainda estudar fora do país é sempre uma ótima experiência, portanto se você tiver essa oportunidade não a perca! Porém esse não é um fator determinante pra você adquirir fluência em qualquer idioma.

#4 – O melhor professor de inglês é aquele que é fluente porque viajou muito? Ou porque é nativo?

Definitivamente não. Nativos não são melhores professores, pois muitas vezes eles mesmos não conhecem as regras da própria língua. Pense em você como nativo do português. Você seria capaz de ensinar português para um gringo que acabou de chegar no Brasil? Ser professor de inglês significa conhecer não apenas detalhes da língua que muitas vezes passam despercebidos por um nativo mas, acima de tudo, técnicas de ensino que são baseadas em anos se não décadas de pesquisa acadêmica e comprovadas como eficientes.  Professores não nativos tendem a ter mais empatia com os alunos pois passaram pelo mesmo processo e sabem o quão frustrante é aprender um novo idioma. Mais ainda,  como brasileira, sei bem antecipar os erros que meus alunos provavelmente vão cometer e sei qual a razão por trás desse erros, de forma que sei como trabalhá-los. Um nativo muitas vezes nem entenderia o que você quis dizer.

Tão pouco melhor professor é o que viajou pro exterior. Assim como já citamos que experiência fora não é fator determinante pra fluência, com certeza também não é pra ser bom professor. Na hora de escolher o profissional (ou de avaliar quem te dá aula no curso de inglês que você contratou) é importante saber se:

a) o professor possui algum certificado de idioma? Querendo ou não se você tem um professor que não possui um certificado (como as provas de Cambridge – CAE ou CPE) de língua, não quer dizer que ele não seja fluente ou proficiente, nem que seu inglês seja ruim, mas até então você tem apenas a palavra dele, ou da escola, pra dizer que ele realmente sabe inglês. Agora, se é uma pessoa com certificado, você tem um profissional que foi examinado por instituições nativas e respeitadas no mundo todo. Muito mais fácil confiar.

b) Porém não é apenas o domínio do idioma que faz um bom professor, mas também o conhecimento dele(a) em metodologia. Você já deve ter visto anúncio de professores dizendo há quanto tempo são professores, porém experiência sem qualificação gera automatização de costumes e hábitos que nem sempre foram estudados. Professores iniciantes tendem a repetir a forma como foram ensinados, não porque estudaram as razões de cada fase de uma aula, mas simplesmente porque é o que estão habituados a fazer. Se um professor repete a mesma forma de dar aula por 20 anos, na verdade ele não tem 20 anos de experiência e sim apenas 1 ano repetido 20 vezes. É muito importante ter um profissional que não apenas repete o método da escola (que nem sempre foi criado realmente alinhado com o que as pesquisas em aquisição linguística indicam), ou que repete achismos próprios, mas um profissional que estudou o suficiente pra saber o que é mais eficaz e o que não é, e principalmente o que funciona melhor pra cada perfil de aluno.

Se você não é igual a todo mundo, por que aprender inglês tem que ser?

#5 – Só porque o curso é barato, não quer dizer que é ruim, certo?

Muito cuidado. Novamente, não podemos julgar o livro pela capa, porém se você passa anos estudando, se qualificando, tem um trabalho enorme para oferecer o melhor serviço possível e essa é a sua profissão – é com ela que você se sustenta, você cobraria uma mixaria? Provavelmente não.

É claro que não se pode afirmar que só porque o curso X é exorbitantemente caro que, portanto, é melhor. O objetivo do #5 é deixar claro que: se não há qualificação, não adianta ser caro ou barato – não será de qualidade. Em suma: ao escolher seu curso ou professor se atente à qualificação (já citadas no #4) e não ao preço. Muitas vezes o preço não corresponde ao real valor do serviço que você busca. E se você tem aprender inglês como objetivo de vida, então não é qualquer serviço que vai te levar lá. É o serviço de quem é qualificado e dedicado. Não de quem cobra mais ou menos.

E então folks? Mais dúvidas sobre aprender inglês? Coloquem nos comentários abaixo! Podemos fazer uma parte 2 desse post, ou até mesmo um vídeo sobre o assunto.

See you very soon!

Stay geek!