Aprender inglês não é tão complicado quanto parece, mas qual o melhor caminho a trilhar para quem quer aprender?

Se você já teve dúvidas sobre que curso fazer e já ouviu várias contradições com relação a aprender inglês, continue lendo; é sobre isso que iremos falar nesse artigo.

Aprender inglês: mitos e verdades

#1 – É possível aprender inglês sozinho?

Sim, é possível. Porém é preciso tomar cuidado. Está cada vez mais comum vermos relatos de pessoas que aprenderam sozinhas, seja estudando pela internet, viajando ou através de filmes e séries. Isso de fato acontece, no entanto, para se aprender sozinho, inevitavelmente, é preciso ter um perfil autodidata. Se esse não for o seu perfil, então você precisará de instrução formal, ou seja, fazer um curso. Essa instrução pode ser tanto em aulas em grupo em um escola ou com um professor particular.

#2 – Quanto tempo é preciso pra aprender?

Não há um tempo certo. O período pra aprender vai depender de uma série de fatores: perfil do aluno, método aplicado, dedicação, entre outros. Há pessoas que aprendem em menos tempo e outras que precisam de mais tempo. Há pessoas que aprendem em determinado método, mas esse mesmo método pode não funcionar com outra. A verdade é que não existe receita de bolo única pra ensino e aprendizado de idiomas. Isso também não quer dizer que quem precise de mais tempo, ou de determinado método, tenha algum problema ou dificuldade de aprendizado. É apenas uma questão de perfil mesmo.

#3 – É preciso viajar?

Não. É perfeitamente possível adquirir fluência em inglês sem a necessidade de morar fora ou de fazer um intercâmbio. É claro que viajar para o exterior e mais ainda estudar fora do país é sempre uma ótima experiência, portanto se você tiver essa oportunidade não a perca! Porém esse não é um fator determinante pra você adquirir fluência em qualquer idioma.

#4 – O melhor professor de inglês é aquele que é fluente porque viajou muito? Ou porque é nativo?

Definitivamente não. Nativos não são melhores professores, pois muitas vezes eles mesmos não conhecem as regras da própria língua. Pense em você como nativo do português. Você seria capaz de ensinar português para um gringo que acabou de chegar no Brasil? Ser professor de inglês significa conhecer não apenas detalhes da língua que muitas vezes passam despercebidos por um nativo mas, acima de tudo, técnicas de ensino que são baseadas em anos se não décadas de pesquisa acadêmica e comprovadas como eficientes.  Professores não nativos tendem a ter mais empatia com os alunos pois passaram pelo mesmo processo e sabem o quão frustrante é aprender um novo idioma. Mais ainda,  como brasileira, sei bem antecipar os erros que meus alunos provavelmente vão cometer e sei qual a razão por trás desse erros, de forma que sei como trabalhá-los. Um nativo muitas vezes nem entenderia o que você quis dizer.

Tão pouco melhor professor é o que viajou pro exterior. Assim como já citamos que experiência fora não é fator determinante pra fluência, com certeza também não é pra ser bom professor. Na hora de escolher o profissional (ou de avaliar quem te dá aula no curso de inglês que você contratou) é importante saber se:

a) o professor possui algum certificado de idioma? Querendo ou não se você tem um professor que não possui um certificado (como as provas de Cambridge – CAE ou CPE) de língua, não quer dizer que ele não seja fluente ou proficiente, nem que seu inglês seja ruim, mas até então você tem apenas a palavra dele, ou da escola, pra dizer que ele realmente sabe inglês. Agora, se é uma pessoa com certificado, você tem um profissional que foi examinado por instituições nativas e respeitadas no mundo todo. Muito mais fácil confiar.

b) Porém não é apenas o domínio do idioma que faz um bom professor, mas também o conhecimento dele(a) em metodologia. Você já deve ter visto anúncio de professores dizendo há quanto tempo são professores, porém experiência sem qualificação gera automatização de costumes e hábitos que nem sempre foram estudados. Professores iniciantes tendem a repetir a forma como foram ensinados, não porque estudaram as razões de cada fase de uma aula, mas simplesmente porque é o que estão habituados a fazer. Se um professor repete a mesma forma de dar aula por 20 anos, na verdade ele não tem 20 anos de experiência e sim apenas 1 ano repetido 20 vezes. É muito importante ter um profissional que não apenas repete o método da escola (que nem sempre foi criado realmente alinhado com o que as pesquisas em aquisição linguística indicam), ou que repete achismos próprios, mas um profissional que estudou o suficiente pra saber o que é mais eficaz e o que não é, e principalmente o que funciona melhor pra cada perfil de aluno.

Se você não é igual a todo mundo, por que aprender inglês tem que ser?

#5 – Só porque o curso é barato, não quer dizer que é ruim, certo?

Muito cuidado. Novamente, não podemos julgar o livro pela capa, porém se você passa anos estudando, se qualificando, tem um trabalho enorme para oferecer o melhor serviço possível e essa é a sua profissão – é com ela que você se sustenta, você cobraria uma mixaria? Provavelmente não.

É claro que não se pode afirmar que só porque o curso X é exorbitantemente caro que, portanto, é melhor. O objetivo do #5 é deixar claro que: se não há qualificação, não adianta ser caro ou barato – não será de qualidade. Em suma: ao escolher seu curso ou professor se atente à qualificação (já citadas no #4) e não ao preço. Muitas vezes o preço não corresponde ao real valor do serviço que você busca. E se você tem aprender inglês como objetivo de vida, então não é qualquer serviço que vai te levar lá. É o serviço de quem é qualificado e dedicado. Não de quem cobra mais ou menos.

E então folks? Mais dúvidas sobre aprender inglês? Coloquem nos comentários abaixo! Podemos fazer uma parte 2 desse post, ou até mesmo um vídeo sobre o assunto.

See you very soon!

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